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 Fatos reais num espaço virtual
para meus alunos do ensino fundamental e médio.

Mário Ângelo dos Santos Barreto, professor de História, formado em 2002 pela Universidade Federal da Bahia - UFBA. Leciona na Escola Deijair Maria Pinheiro, Madre de Deus - Bahia, e recentemente voltou a lecionar na Rede Estadual do Estado da Bahia, Escola Estadual Cidade de Candeias, Candeias - Bahia.
Além de ensinar, Ângelo é estudante de Direito na UFBA e adora investir na produção de vídeos e edição de informativos.

 
Por que você escolheu a profissão de professor?

A profissão começou por acaso, quando me dei conta já estava trabalhando (risos).  Fiz o ensino fundamental e médio em Bravo, distrito de Serra Preta, próximo a Feira de Santana. Ao chegar ao ensino médio, a única possibilidade profissional era o curso de magistério. Quem tinha recursos, ia para outras cidades; no meu caso, tive que cursar o magistério. Não era muito simpático ao curso, mas confesso que adorei lecionar. Presença na sala de aula me realizava, mas o fantasma salarial perseguia, aliás, até hoje. Encerrei o curso em 1994, mas só consegui ingressar em curso superior em 1996. Nada a ver com magistério. Cursei até o quarto semestre o curso de Processo Petroquímico no antigo CEFET em Salvador. Em seguida, prestei vestibular para História na UFBA e decidi concluir.

Por que cursa Direito atualmente?

Direito sempre me perseguiu. No interior a gente aprende que curso superior é Medicina, Direito e as Engenharias, uma visão limitada e tradicional do ensino brasileiro. Mas pensava em ser Economista, sonho com Comunicação e penso em fazer mestrado em Ciências Políticas. Fui serigráfico na adolescência e até ganhei uma grana com isso, talvez se desse seguimento a este setor, estava financeiramente bem. Mas sempre defendo que o ser humano deva experimentar diversas atividades. Não acredito muito em vocação profissional, tudo depende das oportunidades diversas. Quando um aluno me pergunta qual o melhor curso, sempre respondo que se eu vivesse 200 anos faria todos os cursos possíveis. Quando me inscrevi no vestibular em Direito, pensei em fazer comunicação, mas não tinha esta opção a noite, precisava trabalhar, então escolhi o caminho jurídico. Não posso deixar de citar também que a decepção dos baixos salários na Educação foi fundamental para cursar outra graduação, mas não foi só isso. Acho que vou contribuir com a sociedade no acesso a Justiça e na fiscalização sistemática do dinheiro público. 

Como avalia a Educação brasileira atualmente?

A Educação no brasileiro é desenvolvida pelo setor privado e público. O que deveria ser um
Cristovam Buarque, Senador brasileiro.
complemento, concorrem visivelmente. Os dois sistemas existem para separar a diferenciação de classes sociais antagônicas. No ensino fundamental e médio, o povo de baixa renda está no ensino público e os adolescentes de família com grana estão em algumas escolas privadas.  Mas não gosto do debate que a escola privada é boa e a pública escola pública é ruim. Para mim, o IFBA e outras escolas federais mantêm qualidade superior a muitas escolas de elite. Por outro lado, a maioria das escolas privadas é apenas fonte de arrecadação para determinados grupos ou empresários. Mas para ficar apenas na sala de aula, o que determina uma boa escola é professores preparados, dedicados, bem remunerados, alunos interessados, a família acompanhado os filhos e acesso a material didático. Isso é suficiente para elevar o nível, depois pensamos em grandes projetos pedagógicos. Chamo isso de “feijão com arroz”, o que o Brasil não consegue alcançar na totalidade. A profissão de professor ainda é bico e os alunos, infelizmente, ainda precisam se dedicar mais ao trabalho informal do que a escola. Somado a isso, muitos gestores estão mais preocupados em realizar parcerias duvidosas, com projetos educacionais mirabolantes, com o objetivo de justificar os gastos regulamentados em Lei. Ou seja, no geral, tanto o ensino privado e público no Brasil ainda é um grande negócio para uma minoria e a sociedade é vítima, totalmente passiva. 



Dicas de páginas interessantes: 


Revistas:

Caros Amigos

Caros Amigos é uma revista brasileira de informação - política, economia e cultura – com periodicidade mensal. Foi fundada em abril 1997 por um grupo de jornalistas, publicitários, escritores e intelectuais, liderado pelo jornalista Sérgio de Souza – que foi editor desde a fundação até sua morte, em 2008.
O projeto editorial original consistia na publicação de uma grande entrevista com alguma personalidade de destaque, reportagens, ensaios fotográficos e artigos de colaboradores com total liberdade de opinião, com conteúdo mais denso – a maioria com visão crítica ao pensamento neoliberal e no campo da esquerda.

Superinteressante

Em 1987, a Editora Abril comprou os direitos da revista espanhola Muy Interesante, e planejava publicá-la de forma integral, apenas fazendo traduções, algo também feito na Alemanha, França e Itália. Então descobriu que os fotolitos (chapas usadas durante o processo de impressão) eram maiores que os brasileiros, o que os levou a fazer as próprias reportagens. Atualmente ocorre o contrário: a Super exporta suas matérias para filiais estrangeiras.
Leia mais sobre a revista

 Veja é uma revista de distribuição semanal brasileira publicada pela Editora Abril as quartas-feiras. Criada em 1968 pelos jornalistas Victor Civita e Mino Carta, a revista trata de temas variados de abrangência nacional e global. Entre os temas tratados com frequência estão questões políticas, econômicas, e culturais. Apesar de não ser o foco da revista, assuntos como tecnologia, ciência, ecologia e religião são abordados em alguns exemplares. São publicadas, eventualmente, edições que tratam de assuntos regionais como a Veja São Paulo, Veja Rio, Veja Brasilia e Veja BH. Com uma tiragem superior a um milhão de cópias, sendo a maioria de assinaturas, a revista Veja é a de maior circulação nacional.

Época

Época é uma das maiores revistas semanais publicadas no Brasil, pela Editora Globo. De acordo com a ANER (Associação Nacional de Editores de Revistas), tem circulação média estimada em aproximadamente 420 mil exemplares. Foi lançada em 25 de maio de 1998. Seu estilo é baseado na revista alemã Focus, que valoriza o padrão de imagem e gráfico da apresentação das reportagens.



Carta Capital

 A CartaCapital é uma revista de informações de periodicidade semanal publicada no Brasil pela Editora Confiança. Foi fundada em agosto de 1994 pelo jornalista ítalo-brasileiro Mino Carta, criador da revista Quatro Rodas, do Jornal da Tarde, do extinto Jornal da República e das semanais Veja e IstoÉ, juntamente como o jornalista "naturalizado baiano" Bob Fernandes, que foi seu editor chefe de 1997 a 2005. Saiba Mais sobre a revista


Nova Escola é o nome de uma revista mensal brasileira, destinada a professores, editada pela Fundação Victor Civita, sem fins lucrativos. Publicada desde março de 1986, a revista conta com apoio institucional do governo federal, que permite sua venda a baixo preço e distribuição para a rede escolar. Até o ano de 1996 publicava nove exemplares ao ano e, a partir de 1997, passaram a ser dez edições anuais.


  Universidades e Escolas:



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Inscrições para o Enem 2013 começam na segunda-feira, diz MEC

Segundo Mercadante, as provas serão realizadas nos dias 26 e 27 de outubro.

As inscrições para a edição de 2013 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão abertas na segunda-feira (13), afirmou nesta quarta-feira (8) o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Segundo a pasta, o edital com todas as normas da prova deve ser publicado na edição de quinta-feira (9) do "Diário Oficial da União".


Segundo Mercadante, as provas serão realizadas nos dias 26 e 27 de outubro. Os portões serão abertos às 12h (horário de Brasília). O ministério espera receber até 6,1 milhões de inscrições, e o ministro fez um apelo para que só se inscrevam candidatos que efetivamente pretendam fazer a prova. Segundo ele, em 2012, 1,5 milhão de inscritos no exame deixaram de comparecer.
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Educação  - 2014




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DICAS PARA O ENEN 

Por Antonio Gasparetto Junior
Uma das áreas de conhecimento abrangidas pelo Exame Nacional do Ensino Médio é Ciências Humanas e suas Tecnologias. Esta parte da prova engloba as disciplinas de História, Geografia, Filosofia e Sociologia. A cada ano, a avaliação investe mais no caráter interdisciplinar, o que significa que uma única questão pode ser composta por um tema que transita por todas essas disciplinas. Esta é uma grande tendência da Educação brasileira que visa desenvolver o comportamento ético e a visão de mundo dos estudantes. Para isso, faz-se uso de recursos variados, como documentos, cartas, livros e gravuras. As questões do Enem geralmente estão relacionadas a aspectos da identidade e da cultura, com discussões temáticas sobre Estado, direitos, evolução tecnológica, comportamento, cidadania e democracia.
 Desde a reformulação do Enem, em 2009, a preocupação dos estudantes aumentou com a avaliação. A grande quantidade de questões, os dois dias de prova, a redação e o caráter interdisciplinar são aspectos que exigem mais dedicação nos estudos e, principalmente, a habilidade de articular informações. No que se refere ao conteúdo de Ciências Humanas e suas Tecnologias, o candidato deve ser capaz de recorrer a tudo que estudou no decorrer do Ensino Médio para melhor interpretar os enunciados das questões propostas. Em geral, essas questões são compostas de longos enunciados com linguagem mais erudita, o que exige mais atenção e concentração. O estudante atento consegue identificar a resposta no próprio enunciado. Por isso, uma dica para esses exercícios é ler primeiro a questão proposta, pois vai ajudar a direcionar a leitura do enunciado com mais clareza.

Acerca especificamente das questões de História no Enem, algumas características podem ser apresentadas e condutas orientadas. Assim como as outras disciplinas de Ciências Humanas e suas Tecnologias, a prova de História também é composta por textos longos e rebuscados que exigem boa leitura e interpretação e articulação com os conteúdos estudados no Ensino Médio. Mas o diferencial é saber relacionar acontecimentos antigos com temas atuais relativos ao mesmo assunto. Assim, algumas questões partem de temáticas exploradas em eventos contemporâneos para avaliar sobre o conhecimento do passado. Naturalmente, o sentido oposto também é explorado. Tendo em vista essas características e exigências, o candidato deve se habituar à leitura, explorando e se acostumando com textos mais extensos e complexos. Caso contrário, não conseguirá manter o foco durante a prova, que já é cansativa por sua própria extensão. Em caso de enunciados muito longos, lembrar-se de ler primeiro a pergunta para direcionar a leitura do texto e identificar mais facilmente a resposta, que pode estar bem clara. Este recurso evita que a primeira leitura do enunciado seja muito descontextualizada. Mas, claro, é importante ler o enunciado quantas vezes for preciso para consolidar sua compreensão, afinal, ele é fundamental para a resposta. Não se pode esquecer também de ler a referência do texto apresentado ou das imagens e gravuras. Nelas estão contidas informações sobre datas e autoria que facilitarão a identificação de eventos e de contextos históricos.

É preciso estudar bastante o conteúdo, pois ele é o fundamentador das reflexões. Por exemplo, questões que abordam o direito ao voto podem articular conteúdos sobre Revolução Francesa, Brasil Republicano, Coronelismo e Diretas Já. Questões pertinentes ao desenvolvimento do capitalismo e o surgimento das classes sociais podem explorar conhecimentos sobre a Era Vargas, Liberalismo, Socialismo, Comunismo, Anarquismo e Revolução Russa.

Avaliando a prova de História do Exame Nacional do Ensino Médio desde sua criação, em 1998, os temas mais recorrentes, em ordem, são: Brasil República; Era Vargas; Segunda Guerra Mundial e Brasil Colônia; Militarismo no Brasil, Escravidão e Idade Média; e Guerra Fria, Revolução Industrial e Liberalismo. Todos permitem uma ampla abordagem relacionada a fatos atuais e é recomendável que se tenha atenção especial com eles. Também são sempre cotadas para aparecer questões sobre Egito e Mesopotâmia, Grécia e Roma, Renascimento, Reforma Religiosa, Antigo Regime, Independência da América Espanhola e Nazifascismo. É preciso estar sempre atento aos fatos da atualidade para enriquecer as análises na avaliação. Dois acontecimentos recentes, em especial, tendem a aparecer na prova. O primeiro deles envolve a instalação da Comissão da Verdade, que pode exigir reflexões sobre memória nacional, ditadura militar e democratização. Outro destaque está relacionado à eleição do Papa Francisco, que pode oferecer questões dedicadas a toda a história da Igreja Católica, com temas sobre seu poder, Cruzadas, interferência no Estado, inquisição e reformas religiosas.

Em resumo, a grande sugestão para a prova de História e de Ciências Humanas e suas Tecnologias no Enem é muita leitura. Não só do conteúdo do Ensino Médio, mas de livros variados, revistas e jornais. Uma prática com muitos benefícios para a avaliação e também para a vida.

Fonte: Infoescola


José Pacheco: "Aula não ensina, prova não avalia"


José Pacheco, o educador, escritor e ex-diretor da Escola da Ponte, em Vila das Aves (Portugal), faz duras críticas ao atual sistema educacional brasileiro. Para ele, só há dois motivos para a situação permanecer como está: ou os responsáveis por essa área no Brasil são incompetentes ou são corruptos. 

Pacheco, que é um dos criadores de uma das melhores escolas da Europa, está agora envolvido em projetos educacionais no Brasil. Nessa entrevista, o pedagogo enumera os diversos e profundos problemas que afetam a educação das crianças e jovens do país.

Informações: www.namu.com.br

Visita ao projeto Âncora




 ENEM - 2014
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